Cinzas no desfiladeiro
Fiz tudo o que meu amado pediu antes de morrer: joguei suas cinzas ao vento, na encosta da montanha mais alta que já havíamos escalado. Cremá-lo, deixou um vazio cirúrgico: um corte perfeito, em mim suturado. Tivesse ele escolhido ser enterrado, ao menos seus ossos estariam presentes. Mas ele sumiu no pó. Ele sequer existe…


