Na juventude, tive início profissional em história da arte, fotografia e reporter. Deixei de lado essas possíveis profissões para, durante o tempo que o destino me fez ser empresária porem, sem jamais deixar de me dedicar à escrita anônima. Gosto especialmente de crônicas e de criar histórias através de contos e novelas. Ao longo do tempo, construi uma visão de mundo mais sombria em busca de personagens alinhados às virtudes, às relações afetivas, erros e acertos nas suas vidas, acompanhando seus processos de transformação. Através destes recursos e de um olhar receptivo sobre o pensamento da alma, tento transpor para o papel o Real Cotidiano de todos nós.
Hoje vou tentar elencar alguns novos hábitos, bons e maus, que se instalaram em meu exercício diário de sobrevivência , neste já tão longo tempo “proibida” de ter contato com o mundo real. Fico de 5 a 8 horas em frente da tela ouvindo…
Intitulo esse dia como A Pandemia, escreverei sobre ela. Vou esquecer que existe política, sociologia, poesia, literatura. Esses tópicos guardarei para quando terminar os “afazeres do isolamento”.
Elon Musk é um bilionário americano, visionário, criador de futuros com suas máquinas de altíssima tecnologia – algumas ainda em fase de construção (é o criador do carro que se conduz, ou seja, sem motorista). Ele teve um filho há pouco a quem deu o nome de: X Æ A-12 Musk. Não é fake news! Este fato em si já seria suficiente para o mundo considerá-lo “louco”.
Hoje algumas notas caseiras não tão auspiciosas. Estou com dificuldade, dificuldade não é o termo, estou com menos automatismo ao usar o dedo indicador da mão esquerda para teclar meu texto.
Tenho tido pequenas alegrias nesses dias entre quatro paredes. Parte delas se passa na cozinha. Outra é quando realizo as demais tarefas caseiras escutando música ou a noite assistindo filmes. (acho que já assisti a quase todos…
Algo não vai bem! Pensei…
Irritei-me com a Lola, minha labradora de 15 anos que não anda mais por causa da artrite. Melhorou com cortisona, porém vive atrás de mim para comer. É o efeito do remédio.
Hoje tenho uma história para lhes contar, mas antes preciso inserir um trecho da entrevista com Domenico De Masi, sociólogo italiano, sobre o momento covid-19. Essa curta transcrição cai como uma luva…
Hoje acordei bem-humorada e mais cedo do que de costume: ontem à tarde minha filha veio – de longe – para andar comigo, na verdade duas voltas no quarteirão. Cansei, confesso, mas o humor voltou.
Não é que hoje, pela terceira vez esta semana, passou o carro vendendo pamonhas! Ininterruptamente, ele comunica um mantra no seu altíssimo alto-falante:
Li em algum lugar que para escrever, é preciso de tempo. Também acho, só que não encontro esse tempo. Quando a quarentena começou, fiquei exultante e pensei:” oba, vou poder me dedicar ao romance que ensaio há muito tempo começar”. Qual o quê!