Londres 3
Morcego? Dragão? Não! A baleia azul do museu de História Natural de Londres. Foto: Bettina LenciLeia Também
Morcego? Dragão? Não! A baleia azul do museu de História Natural de Londres. Foto: Bettina LenciLeia Também
Há dias não publico texto algum neste espaço. Por quê? Porque nada tenho a dizer! Pode ser que este momento dure ou até desapareça. Escrever ficção é mais fácil! Pensar o contemporâneo, o aqui e o agora, foge ao meu conhecimento porque é tudo muito confuso. A informação eletrônica, endeusada como única fonte de conhecimento, reforça o dito popular: o próprio feitiço virou contra o feiticeiro. O feiticeiro não consegue mais me enfeitiçar!
Todo imigrante, fugido de perseguições, é estrangeiro no país que o acolheu. Este imigrante, quando volta a visitar suas raízes, reencontra sua pátria. Cheiros, paisagens, arquitetura, comunicação, roupas e cores lhe são familiares. Os detalhes parecem conhecidos, estão na lembrança vivida ou recontada por seus antepassados! É seu DNA. Não há como fugir das imagens…
Quando jovens, acreditamos ter o direito de brigar por conceitos sem a vivência experimental. Só aprenderemos mais tarde que a teoria nem sempre é aplicável à realidade. Pensávamos que ser livre era poder fazer o que o corpo desejasse, além de receber as chaves de casa e guiar automóvel em qualquer direção. Estes caminhos, muitas vezes, não nos ensinaram nada que servisse para o trabalho e a carreira que escolhemos sem conhecer. Sucederam-se escolhas como a família, sendo esta uma liberdade assumida, mas não concebida.
Para não ter que enfrentar a complexidade da vida, por achar injusto ter que viver o que não se deseja, nos enclausuramos na torre de marfim. Perda de destino, aumento de necessidades, carência afetiva, amadurecimento a fórceps iniciam a corrosão de um sentimento aprisionante, nos encontramos acorrentados à vida, convictos de que a liberdade não passa de uma fantasia assim como a decantada felicidade.
Na juventude, olhávamos com certo desprezo para a realidade externa, o espírito entulhado de dúvidas, sonhando que, caso alcançássemos a liberdade, descongelaríamos e, derretidos, viveríamos num aquário translucido cheio de luz com outros peixes, também em liberdade para nadar para qualquer direção.
Reproduzo o artigo de JR GUZZO publicado na Gazeta do Povo no dia 17/2/2020.
O reproduzo por não saber expressar minha reflexão com tanta propriedade e clareza, mas texto que fala por mim e faz refletir.
Não escrevo sobre politica mas acredito em informação boa (mesmo se as vezes não concordo). Sou “ligada” nos acontecimentos em curso no Brasil e no Mundo. Gosto de criar possíveis tendencias!
Publico o texto Incoerência de JR GUZZO como parte de um apelo: não é mais “aguentável” ler e ouvir tanta aversão escatológica sobre o que se passa, presentemente, no nosso Pais!
A polarização acerbada, palavrões dirigidos aos políticos sobre fake e ou verdadeiras noticias.
Se merecidos ou não, não me compete julgar porque não consigo enxergar
Todo imigrante, fugido de perseguições, é estrangeiro no país que o acolheu. Este imigrante, quando volta a visitar suas raízes, reencontra sua pátria. Cheiros, paisagens, arquitetura, comunicação, roupas e cores lhe são familiares. Os detalhes parecem conhecidos, estão na lembrança vivida ou recontada por seus antepassados! É seu DNA. Não há como fugir das imagens…
No século passado havia um jogo com o nome Resta Um. Era uma caixa de baquelite cor creme com vários furos. Em cada furo uma peça vermelha para encaixar. Jogava-se a dois. Quem primeiro “comia” a última peça do tabuleiro, ganhava o jogo. É assim que me sinto quase todo dia quando tenho que levantar…