Na juventude, tive início profissional em história da arte, fotografia e reporter. Deixei de lado essas possíveis profissões para, durante o tempo que o destino me fez ser empresária porem, sem jamais deixar de me dedicar à escrita anônima. Gosto especialmente de crônicas e de criar histórias através de contos e novelas. Ao longo do tempo, construi uma visão de mundo mais sombria em busca de personagens alinhados às virtudes, às relações afetivas, erros e acertos nas suas vidas, acompanhando seus processos de transformação. Através destes recursos e de um olhar receptivo sobre o pensamento da alma, tento transpor para o papel o Real Cotidiano de todos nós.

Dia 06

Hoje senti mau humor. Não sei se foi por conta da difícil tarefa de me manter entre quatro paredes ou porque tive um sonho. Talvez ambos, e a perspectiva de submeter-me aos terapeutas de plantão é estranha, pois teria que contar precedentes e histórias de vida. Pelo que entendi, essas almas cidadãs estão atendendo as angústias, medos, pânicos, decorrentes da situação, sintomas que, por enquanto, ainda não alteraram o meu cotidiano. Achei esta iniciativa tão importante e benéfica, que quis compartilhar com vocês.

Dia 05

Observem que hoje, o dia em que escrevo, é 4 de abril enquanto vocês encontram a indicação de que é o 5º texto publicado no Diário Entre Quatro Paredes. Faltei um dia. Vai acontecer outras vezes, provavelmente. Meus álibis: dor nas costas ou cansaço excessivo com a concentração em tarefas de autopreservação.

Dia 04 – Um dia especial

Hoje foi um dia especial.

Dor nas costas é algo comum,  em jovens e idosos, como nos denominam aqueles que nos respeitam!

Pois é, tomei coragem, vesti minha fantasia de Zorro, luvas e máscara, e cheguei na fisioterapeuta que há anos me atende com muito bom resultado. O ar em casa estava ficando rarefeito, apesar de todas as janelas abertas sentia-me uma santa na redoma de vidro.

Dia 01

Cheguei à casa de mil leitores. Estou muito contente com este resultado o que me faz desejar falar com vocês sobre este momento, com mais intimidade, digamos assim.

Não tenho a menor vontade de dar pitacos de como se comportar em casa, na rua, no supermercado. Não tenho mais pitacos para repassar de como desinfetar as mãos, os pacotes, não quero aumentar o pânico com os números que informam sobre milhares de mortos e ou contagiados. 

A Bolinha

Recebo a cada minuto piadas, informações, previsões desastrosas ou recomendações sobre como me proteger da Bolinha.
A Bolinha é esta Coisa que está no ar e que parece com um vírus. Colorida com um monte de espetinhos de borracha, lembra a bolinha que sou obrigada a apertar várias vezes para cuidar da minha artrite na mão.