Na juventude, tive início profissional em história da arte, fotografia e reporter. Deixei de lado essas possíveis profissões para, durante o tempo que o destino me fez ser empresária porem, sem jamais deixar de me dedicar à escrita anônima. Gosto especialmente de crônicas e de criar histórias através de contos e novelas. Ao longo do tempo, construi uma visão de mundo mais sombria em busca de personagens alinhados às virtudes, às relações afetivas, erros e acertos nas suas vidas, acompanhando seus processos de transformação. Através destes recursos e de um olhar receptivo sobre o pensamento da alma, tento transpor para o papel o Real Cotidiano de todos nós.
O primeiro sintoma, de verdade, indicativo de que algo indefinido estava sucedendo com a gente é ao perceber que aguardamos o exame de sangue com a mesma expectativa que se aguardava o resultado do vestibular, agora já precisando de pôr os óculos. Na visita clínica, anual, ao médico, uma pessoa na beira dos 50/60 anos,…
Gostaria aqui de enfatizar: o espaço do meu blog intitulado “Reflexões”, não é para avaliar e exercer política. É dedicado a observações que podem envolver prejuízos a pessoas ou a uma nação. Situações que podem gerar consequências para todos nós que vivemos sob o poder de mandatários e políticos, sob o poder da mídia e das transições de hábitos e costumes que ocorrem em qualquer parte do mundo.
Um nome. Ele ressoa na caixa acústica do meu coração. Toca uma música suave como o deslizar da areia na ampulheta do tempo. A serenidade se estabelece no conforto da cadeira de balanço: movimenta-se, para frente seguida de outro para trás e assim até perder a musicalidade desembrulhada ao sabor da lembrança. Altura média, magra,…
A fotografia é para mim a representação da alma da rua, a presença do Homem no mundo, o momento captado num clicar de segundo. Até hoje, ao andar por ai, enquadro a cena na lente escondida em meus olhos. Registro o momento para depois transcrever em texto “a foto” que não tirei de fato. Daí a cronista que me tornei. Meu olhar é de escrita!
Escrever, escrevo desde tempos remotos, mas acreditar que o ato poderia tornar-se uma atividade exercida, não mais como um diletante, nasceu em 2006. Os textos escritos da adolescência até a idade madura versavam sobre a perplexidade do Existir. Textos auto referentes despejando as angústias e dúvidas sobre mim e o mundo em busca de uma identidade.
Nasci em 1945, no ano em que a Segunda Guerra terminou e no dia e mês em que o mundo passou por um momento dramático de transformação.
Pessoas foram e são o principal alvo das minhas lentes. Surpreendem-me o tempo todo mesmo se não as fotografo. Relaciono-me com elas em preto e branco. Foto: Bettina Lenci
Fascina-me a hora e o lugar do descanso e lazer embaixo de uma sombra ou sol a pino. É a preguiça que cada um se permite usufruir. Foto: Bettina Lenci
Feiras são frequentadas por pessoas em atividade. Comprando, vendendo, expondo. Estão trabalhando! Feiras no Norte do Brasil são as sobreviventes de hábitos e costumes que aprecio muito. Foto: Bettina Lenci