Na juventude, tive início profissional em história da arte, fotografia e reporter. Deixei de lado essas possíveis profissões para, durante o tempo que o destino me fez ser empresária porem, sem jamais deixar de me dedicar à escrita anônima. Gosto especialmente de crônicas e de criar histórias através de contos e novelas. Ao longo do tempo, construi uma visão de mundo mais sombria em busca de personagens alinhados às virtudes, às relações afetivas, erros e acertos nas suas vidas, acompanhando seus processos de transformação. Através destes recursos e de um olhar receptivo sobre o pensamento da alma, tento transpor para o papel o Real Cotidiano de todos nós.

O Tempo Que Passa

O TEMPO – por respeito e medo sempre vou escrevê-lo com letra maiúscula. Um símbolo condutor maior em nossa vida, um deus maestro que rege uma orquestra afinada. Assim, ao me referir a ele como O Tempo Que Passa, uso uma percepção corriqueira do Tempo entre uma ocorrência do passado comparada com outra do presente.…

Ponto de Não Retorno

Minha alma, meu coração e o corpo que os contêm silenciam. Todavia, a capacidade de observação e análise, sem conclusões – continua ativa. Talvez, muito influenciada pelo livro de Eliane Brum, Banzeiro Òkòtó, sobre o futuro do nosso planeta que passa pela Floresta Amazônica, penso sobre o nosso dia seguinte. Além de uma escrita de…

Nó Górdio

Uma mulher precisa ser organizada, seus pertences classificados por itens, conforme o uso.
Para as joias, ela precisa ter pregos, ganchos, fios, caixas e caixinhas para localizar rapidamente qual joia a realçará ao sair de casa. Essa mulher vai pendurar uma corrente no pescoço ou enfiar um anel no dedo e uma pulseira presa ao…

Uma Guerra Medieval

  Acordo essa manhã com uma imagem gravada: estamos travando uma guerra com soldadinhos de chumbo. Aqueles que alinhávamos no tapete da nossa casa, os dois lados no combate, os vermelhos e os azuis, uns contra os outros, concretos. Hoje não mais de chumbo, os soldados são figuras invertebradas – sem estrutura humana – que…