Na juventude, tive início profissional em história da arte, fotografia e reporter. Deixei de lado essas possíveis profissões para, durante o tempo que o destino me fez ser empresária porem, sem jamais deixar de me dedicar à escrita anônima. Gosto especialmente de crônicas e de criar histórias através de contos e novelas. Ao longo do tempo, construi uma visão de mundo mais sombria em busca de personagens alinhados às virtudes, às relações afetivas, erros e acertos nas suas vidas, acompanhando seus processos de transformação. Através destes recursos e de um olhar receptivo sobre o pensamento da alma, tento transpor para o papel o Real Cotidiano de todos nós.
Imaginemos a implosão da Acrópole em Atenas. BUUMMMM! Barulho ensurdecedor! Tentem visualizar! O som das antigas pedras e a colunata que as sustentavam despedaçadas em milhões de fragmentos, desmoronando morro abaixo, levando atrás de si um espesso nevoeiro de fumaça de pedra branca como se mil cavalos estivessem galopando, todos ao mesmo tempo para salvarem-se…
… “Ao modelar um novo mundo, ela (a letra) deixa sua marca em todos os lugares. Ela luta com a própria substância que metamorfoseia e com a própria forma que transfigura. Treinadora do homem, a mão o multiplica no espaço e no tempo.” Trecho do “Elogio de la mano” 1934 Henri Focillon Em…
“Mamãe, olha um Papai Noel preto”, exclamou a criança, apontando para ele, embalado numa caixa de celofane, na prateleira do supermercado. Segui o dedo da criança, tão espantada quanto ela, apesar de ter sete vezes mais que sua idade.
Cachorros não falam. Traduzem o silêncio. Cachorros não ocupam um espaço vertical como nós. Eles o ocupam horizontalmente, o que faz deles seres especiais. Deitados ao nosso lado, comandamos amorosamente os diálogos por uma só via.
Querido Corona, Querida Morte
Como vão vocês? Continuam “na sua”?
Eu vou indo bem, afinal vocês meio que andaram me esquecendo e espero que assim continuem. Quero aqui contar que adorei vossa companhia enquanto estive presa no cárcere de uma solitária.
Depois da comprovação para o mundo – e para cada um de nós – da nossa assombrosa fragilidade aqui neste planeta, é hora deste texto ser o penúltimo da série “meu diário”, escrita ao longo de cinco meses. Apesar de…
O ar está rarefeito. Uma sensação!
O mundo está na rua, como antes do covid quando se respirava, sem perceber. Respirava-se inconsciente. Hoje ele passou a sufocante, o pulmão nos recordando, a cada respiração, que pode parar de um segundo para o outro…
Ontem, ao ir almoçar no shopping, tive a sensação de me encontrar no Zorroland . Uma visão sobrenatural!
A máscara veio para ficar?
Um filho me convidou e só por isso rompi a certeza de que não era ainda hora de sair de casa.
A Pandemia não chegou ao fim, embora para a maioria sim! Decretaram, por conta própria que o vírus morreu! Uso uma imagem simples e literal para este momento: morrer na praia! De mansinho, sem alarde e número…
Aparentemente vem chegando o fim da Covid ou será da pandemia? Ao menos é o que me pergunto. Não sabemos qual dos dois – quando saímos para tomar ar: a maioria com máscara, mas calçadas e veículos novamente repletos de gente respirando, tossindo, limpando o…