Na juventude, tive início profissional em história da arte, fotografia e reporter. Deixei de lado essas possíveis profissões para, durante o tempo que o destino me fez ser empresária porem, sem jamais deixar de me dedicar à escrita anônima. Gosto especialmente de crônicas e de criar histórias através de contos e novelas. Ao longo do tempo, construi uma visão de mundo mais sombria em busca de personagens alinhados às virtudes, às relações afetivas, erros e acertos nas suas vidas, acompanhando seus processos de transformação. Através destes recursos e de um olhar receptivo sobre o pensamento da alma, tento transpor para o papel o Real Cotidiano de todos nós.

Beijo alheio

Muito recentemente aprendi a encomendar livros pela Internet. O meu grande prazer sempre foi o de ir à livraria, nem sempre para comprar algum livro. Vou porque gosto do cheiro, das fotos e desenhos nas capas, virar as páginas dos livros de fotografia e arquitetura, grandes demais para a prateleira de minha biblioteca. Colocá-los, um…

Verdade Feia

  Todos os passados contem uma verdade feia. A bonita, são as lembranças. Enquanto passou anos apostando na bonita, desejando-a na perfeita verdade de seus atributos, não percebeu que a verdade única não existia. Um dia, ela bateu a porta, para sempre, disse. Do lado de cá da porta, ela deixou para trás uma verdade…

Destino embrulhado

Existem momentos em que, como o estourar de fogos de artificio, uma etapa da nossa vida acaba com o estouro e um clarão no céu. Para trás fica um destino que criamos. À frente, um céu negro à espera de outro espocar de fogos de artifícios, ao assim terminar, outro e mais outro e mais…

A Jarra Laranja

Hoje tomei meu copo de água habitual. Existe uma jarra de plástico laranja em cima da pia que contém água filtrada para facilitar o acesso a um copo de água. Como costumo passar por aquele local com pressa, a caminho da porta de saída, sempre atrasada, mas com sede, não tenho tempo de ficar segurando…

A Feira

“Olá beleza, jovem, moça, linda”! Com tais adjetivos sou atendida na feira de domingo por homens sérios, empreendedores, brigando com a banca vizinha pela féria do dia. Não posso deixar de sorrir. Não compro na banca em que a cebola está mais barata porque na outra serei chamada de jovem. Quantas vezes eu mudar de…

Avenida

Passa um avião no céu, olho sonolenta pela janela fechada do carro. Com o outro olho, estou atenta ao iPhone. À minha frente, carros demais, gente demais. Ambos parados. No ponto, pessoas de olho na avenida à espera do ônibus, teclando nos seus smartphones. Um olhou, se o filho já voltou da creche; outro ligado…

Pergunto?

A busca incansável em transformar pessoas de carne e osso em seres criados como se saídos da fábrica da Coca-Cola dribla o medo da morte? Como diferenciar o século XVIII do século XXI? A Renascença do mundo informatizado? Segundo um artigo que acabo de ler, estas perguntas tem uma resposta: nos dentes!   Diferenciamo-nos do…

Três Macacos

Leio: da melhor idade Ouço: para terceira idade Falo: sou idosa, dá licença! Vejo: (na mídia) felicidade para mim.   Nada que estes meus sentidos captam mudam a condição de que somos velhos, ou seja, a Natureza embrulha o Ser Humano no seu Tempo e não no nosso. Queiramos ou não, estamos inclusos nos compêndios…

Nicole Weiss

Por volta de 1986/87 discutíamos na empresa onde eu trabalhava se deveríamos comprar um Fax por US$ 2.000,00. Tinham os que eram a favor por não terem mais problemas com envios e recebimentos de documentos dispensando assim, o boy. Outros não concordavam com o gasto por ainda termos o  telex , uma imensa caixa ensurdecedora…